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Apesar de pequeno, este indivíduo é o causador de uma doença mortífera.

O sangue é vida. Como usá-lo corretamente?
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O papa sobreviveu aos tiros dados contra ele.
Depois de receber alta hospitlar, ele voltou a ser internado por dois meses, "sofreu muito".
Por quê? Devido a uma infecção potencialmente fatal por citomegalovírus, provinda do sangue recebido.
Médicos conscienciosos e muitos pacientes estão preocupados com as doenças veiculadas pelo sangue. Que doenças? Francamente, não se pode limitá-las a apenas uma; existem deveras muitas.
Depois de considerar as doenças mais conhecidas, o livro Techniques of Blood Transfusion (Técnicas da Transfusão de Sangue; 1982) considera “outras moléstias infecciosas associadas às transfusões”, tais como a sífilis, a infecção por citomegalovírus e a malária. Daí, ele diz: “Várias outras doenças também têm sido comunicadas como sendo transmitidas pela transfusão de sangue, inclusive infecções com o vírus do herpes, a mononucleose infecciosa (vírus de Epstein-Barr), a toxoplasmose, a tripanossomíase [doença do sono africana e a doença de Chagas], a leishmaniose, a brucelose [febre ondulante], o tifo, a filariose, o sarampo, a salmonelose, e a febre de carrapatos do Colorado.”
Na realidade, a lista de tais doenças está aumentando. Talvez tenha lido manchetes tais como: “É a Doença de Lyme Transmitida por Transfusão? É Improvável, mas os Peritos São Cautelosos.” Quão seguro é o sangue de alguém que apresente positividade do mal de Lyme? Perguntou-se a um painel de autoridades sanitárias se eles aceitariam tal sangue. “Todos responderam que não, embora nenhum deles recomendasse jogar fora o sangue de tais doadores.” O que deve o público pensar sobre o sangue de bancos, que nem os próprios peritos aceitariam? — The New York Times, de 18 de julho de 1989.
Um segundo motivo de preocupação é que o sangue coletado em um país em que prolifere determinada doença pode ser usado em local bem distante, onde nem o público nem os médicos estão alertas a seus perigos. Com o aumento das viagens, hoje em dia, inclusive de refugiados e de imigrantes, aumenta o risco de um produto de sangue conter uma doença estranha.
Ademais, um infectologista avisou: “Os estoques de sangue talvez precisem ser submetidos a testes de detecção, para impedir a transmissão de várias moléstias que não eram, anteriormente, consideradas infecciosas, inclusive a leucemia, o linfoma e a demência [ou mal de Alzheimer].” — Periódico Transfusion Medicine Reviews, de janeiro de 1989.
Embora tais riscos nos dêem calafrios na espinha, outros têm gerado muito mais medo.

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